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Faço do medo
A ultrapassagem,
Que surge sem vestígios.
O medo se torna eco,
E a solidão uma miragem.
Os passos seguem a direção,
Que me leva para o teu mar.
Se não descobrir meu coração,
Quem virá me salvar?
O medo faz muralhas
Dentro do peito deixa a dor.
Corre nas veias o tormento,
Rasga como espinho de uma flor.
Devo agir com sensatez,
Sem receios deste mal.
Se render a covardia,
Serão danos que me fez.
Os meus olhos podem chorar,
Por este medo arder.
Quem irá me calar,
Se no caminho me perder? |
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